quinta-feira, 28 de junho de 2007
Amor a Dois
domingo, 17 de junho de 2007
Poema Silêncio
Sinto sua falta calado
Como quem observa a natureza
e ouvi a obra de Deus
O silêncio se faz meu amigo
A ele conto os pensamentos meus
Por vezes se faz a melhor opção
Chega de tormentas, choros e lamentação
Calo-me, assim bem sei que não abalo o teu coração
E se assim me mantenho é porque por ti peço
Peço o amparo e a minha resignação
Quebro a paz do Silêncio só quando a minha boca ora
Se a fraternidade não é vivenciada sob a visão material agora
Nem por isso se faz menos viva e forte,
de como fora em outrora
Ainda que o tempo queira apagar
No meu espírito registrado estará
Um sorriso, uma fala, que seja um olhar
Pois mesmo que a memória encuba-se de falhar
Não se encobre da alma aquilo que a Vida tratou de marcar
No eco do meu silêncio guardo essa certeza
Tento seguir a missão na sua mais lisa pureza
Espalhe o Amor
E não a melancolia e a tristeza
Mudo sei que meu amigo ainda existe
E que é constante o sentimento fraternal
Difícil é lembrar da brincadeira dita
E saber que, mesmo se for repedida
Ainda não será igual
Porém prefiro o silêncio ao choro
Levanta a cabeça alegre garoto
Pois não esqueci do seu sorriso maroto
E se ainda me vê entre um soluço ou outro
é porque sou saudoso até mesmo do seu arroto
Espreme coração calejado
Encontra a paz refletindo calado
Buscai na fé pra ser encorajado
Pois que não quero mais ser
pelo drama alimentado
Raphael Vieira Tavares
Não se deixe soterrar
Conta-se que um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades, possuía alguns cavalos para ajudar no trabalho de sua fazenda.
Um dia, o capataz lhe trouxe a notícia que um de seus cavalos havia caído num velho poço abandonado. O buraco era muito fundo e seria difícil tirar o animal de lá. O fazendeiro avaliou a situação e certificou-se de que o cavalo estava vivo. Mas pela dificuldade e o alto custo para retirá-lo do fundo do poço, decidiu que não valia a pena investir no resgate. Chamou o capataz e ordenou que sacrificasse o animal soterrando-o ali mesmo.
O capataz chamou alguns empregados e orientou-os para que jogassem terra sobre o cavalo até que o encobrissem totalmente e o poço não oferecesse mais perigo aos outros animais. No entanto, na medida que a terra caía sobre seu dorso, o cavalo se sacudia e a derrubava no chão e ia pisando sobre ela. Logo os homens perceberam que o animal não se deixava soterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra caía, até que, finalmente, conseguiu sair...".
Muitas vezes nós nos sentimos como se estivéssemos no fundo do poço e, dequebra, ainda temos a impressão de que estão tentando nos soterrar para sempre. É como se o mundo jogasse sobre nós a terra da incompreensão, da falta de oportunidade, da desvalorização, do desprezo e da indiferença. Nesses momentos difíceis, é importante que lembremos da lição profunda da história do cavalo e façamos a nossa parte para sair da dificuldade.
Afinal, se permitimos chegar ao fundo do poço, só nos restam duas opções:
Ou nos servimos dele como ponto de apoio para o impulso que nos levará ao topo;
Ou nos deixamos ficar ali até que a morte nos encontre.
É importante que, se estamos nos sentindo soterrar, sacudamos a terra e a aproveitemos para subir. Ademais, em todas as situações difíceis que enfrentamos na vida, temos o apoio incondicional de Deus, do qual podemos nos aproximar através da oração.
O mal é a ausência do bem, assim como a escuridão é a ausência da luz.
Desta lógica, um dia será inadequado usar a palavra “morte” para falar da situação dos que já se foram, pois que a morte é a ausência da vida, mas aqueles que partiram ainda vivem, numa vida paralela a nossa!